Pré-Projeto de Doutorado

<< | Doutorado | >>

(:typeset-book surtitle="Projetos de Aprendizagem em Física" draft=off duplex=on parasep=space title="Pré-Projeto de Doutorado" justification=on watermark="http://aprendendofisica.pro.br" subtitle="Realizados no Colégio Pedro II - Unidade Centro" cover=center titlepage=fancy chapterstyle=Robert ucsection=on headingcolor=RoyalBlue tablelist=off wrapfloat=off space=french urlstyle=on dottedtoc=off:)

Pré-Projeto de Doutorado

Introdução

O interesse desse pré-projeto é apresentar uma proposta de doutoramento na linha de pesquisa “COLOCAR A LINHA ADEQUADA”. O título provisório do projeto é “Construção e validação de uma proposta curricular mínima de ciência básica (modalidade física) para o ensino médio, articulando tecnologias abertas, programação e a perspectiva conectivista de aprendizagem”. Neste projeto pretende-se formatar, desenvolver e documentar com licenças livres, metodologias, aplicativos e práticas pedagógicas que façam uso intensivo de programação, modelagem de fenômenos físicos e uso desses conhecimentos para intervenções na realidade dos estudantes. Pretende-se pavimentar o uso de currículos flexíveis, que se adequem tanto aos parâmetros curriculares nacionais, quanto às diretrizes da recente BNCC, buscando uma transição possível, dentro da realidade de uma escola pública real, entre os atuais programas de física no ensino médio para os novos paradigmas de educação científica básica.

Justificativa

No atual ambiente informacional (SILVA M., 2002, p8) em que nos encontramos, cada vez mais as pessoas têm acesso regular a internet, através dos mais variados dispositivos - computadores de mesa (desktop), tablets, computadores portáteis (notebooks), telefones inteligentes (smartphones), etc - de modo que, as oportunidades de se aprender, a qualquer tempo e em qualquer lugar, deixam de ser apenas uma distante idealização para se materializarem em situações cotidianas, reais e concretas.

Paralelo a este cenário, a maior parte dos cursos formais (e informais) de ciências na escola básica ainda se organizam em torno de currículos padronizados, certificações e, eventualmente, plataformas de ensino construídas nacionalmente. Grande parte da literatura em ensino de física critica a falta de experimentações no ensino de ciências mas poucos trabalhos abordam a questão dos currículos ou de como a introdução da programação de computadores nas práticas de aprendizagem de ciências poderiam influenciar nas aprendizagens ou mesmo na formação do cidadão de uma sociedade cada vez mais informatizada.

A ruptura com um sistema baseado em programas extensos e descontextualizados da realidade dos alunos e a construção de uma alternativa reprodutível em diversos sistemas educacionais brasileiros é um problema complexo, interdisciplinar e, possivelmente, na fronteira do conhecimento. Assim sendo situa-se como um problema elegível para um esforço metodológico de tratá-lo academicamente num projeto de doutoramento.

Como estratégia para a construção de currículos mais flexíveis e mais centrados na realidade dos alunos pretende-se construir um ecossistema de aprendizagens formado por conteúdos disciplinares/interdisciplinares, situações problemas, metodologias, aplicativos (softwares e ou bibliotecas reutilizáveis) e plataforma de hardware, tanto quanto possível abertas, cujo objetivo é:

  1. Preparar os estudantes, já a partir do ensino médio, para aprendizagens ao Longo da Vida (aprendizagem formal e informal);
  2. Aprendizagem cada vez mais centrada e sob controle do aprendente;
  3. Integração entre a plataforma do aprendente com outras plataformas (outros aprendentes e/ou instituições de ensino formais ou informais).

A estrutura indicada acima, resumidamente, caracteriza um Ambiente Pessoal de Aprendizagem ou Personal Environments Learning (MOTA, 2009), doravante sempre referenciado como APA/PLE:

Se levarmos em conta que o conceito de PLE/APA é relativamente recente, assim como a investigação sistemática de metodologias ou aplicativos para a implementação dos mesmos, um projeto que pretenda definir, prototipar, investigar suas possibilidades, inserí-lo dentro dos sistemas atuais de educação e analisar estes resultados parece se adequar para um programa de doutoramento.

Referencial teórico: problematização e objeto de estudo

Objetivos

O objetivo deste trabalho é conceituar nossa abordagem de um Ambiente Pessoal de Aprendizagem/Personal Learning Environment - doravante PLE/APA com foco no ensino de física na escola básica. Prototipar aplicativos, percursos de aprendizagens e metodologias para a implementação de um APA/PLE e, eventualmente, definir métricas para avaliar a eficiência do mesmo para gerenciar aprendizagens e, tanto quanto possível, ser resiliente aos sistemas formais de ensino-aprendizagem, assim como a plataformas de aprendizagens (LMS).

Objetivo Geral

A partir do estado da arte das teorias de aprendizagens mais recentes, em particular o sócio-interacionismo e a perspectiva conectivista de aprendizagem pretendemos definir os pressupostos teóricos que justifiquem o desenvolvimento de ferramentas (aplicativos e metodologias) para que não só o centro de gravidade da Escola se desloque para as aprendizagens em detrimento do ensino, como também, que esse deslocamento possa se dar de maneira efetiva já no cotidiano da Escola atual. Deseja-se também que cada vez mais o aprendiz se sinta co-responsável por suas aprendizagens sem negligenciar as escolhas adequadas dentro de "bases de conhecimento clássicas" e suas conexões sociais, isto é, de outros aprendentes, de currículos formais, de especialistas e professores.

Para tornar estas novas práticas consistentes com aqueles pressupostos apresentados investigaremos quais paradigmas tecnológicos e metodologias podem contribuir para a sua realização. Isto é, que práticas pedagógicas, que padrões de formatos de arquivos, que formato de desenvolvimento de ferramentas e/ou softwares e hardwares melhor se ajustam a uma aprendizagem ao longo da vida.

Uma vez definido tais paradigmas metodológicos e tecnológicos pretendemos prototipar e documentar um conjunto mínimo de práticas pedagógicas, ferramentas, metodologias, assim como, métricas e instrumentos de avaliação não só das aprendizagens (em espaços formais ou informais) mas também do impacto destas novas práticas nas aprendizagens de física no ensino básico, na perspectiva da formação científica para a cidadania.

Objetivos Específicos

Com base em teorias de aprendizagens emergentes (sócio-interacionismo e conectivismo), em experimentações numa escola de ensino médio e na pesquisa-ação com práticas escolares e metodologias adequadas pretende-se construir um conjunto mínimo de atividades, de aplicativos, bibliotecas de código e/ou ferramentas livres e situações de aprendizagem de física para que um novo currículo mais significativo aos alunos e aderente a legislação vigente possa emergir e possa ser avaliado dentro da perspectiva de formação de cidadãos para a vida cidadã e para o mundo do trabalho.

Revisão da Literatura

Referências

  • SILVA M. (2002) Era digital, cibercultura e sociedade da informação: o novo ambiente comunicacional em educação presencial e a distância, In: Movimento Revista da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense: Tecnologia, Comunicação e Educação . n◦ 5, UFF, Rio de Janeiro, maio de 2002, pp. 8
  • MOTA, José (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. In Educação, Formação & Tecnologias; vol.2 (2); pp. 5-21, Novembro de 2009, disponível no URL: http://eft.educom.pt.
  • CASTAÑEDA, L. y Adell, J. (eds.). (2013). Entornos personales de aprendizaje: claves para el ecosistema Eucativo en red. Alcoy: Marfil. (PDF, texto completo, 192 páginas)
  • PENA, F.L.A e FILHO, A.R (2008). Relação entre a pesquisa em ensino de Física e a prática docente: dificuldades assinaladas pela literatura nacional da área. In Caderno Brasileiro de Ensino de Física Vol 5 num 3
  • VEIT, E. A.; TEODORO, V. D.. Modelagem no Ensino: Aprendizagem de Física e os Novos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Rev. Bras. Ensino Fís., São Paulo , v. 24, n. 2, jun. 2002 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-11172002000200003&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 maio 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S1806-11172002000200003.
  • TRIP, D. Pesquisa Ação: Uma Introdução Metodológica. In. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n3.pdf

Cronograma


Modelos e Referências


<< | Doutorado | >>

Pagina modificada em mar 26/03/2019 10:34